Encontre no Google

Google

sexta-feira, 11 de abril de 2008

ATITUDE NA ALTITUDE

O título é bastante clichê mas se encaixa perfeitamente ao feito realizado pelo Flamengo na última quarta-feira, ao golear o anfitrião Cienciano no alto de seus 3.400 metros acima do nível do mar o clube garantiu a vaga antecipada para a fase final da competição continental.
A vitória em Cuzco foi mais importante para o Flamengo do que os frios números possam traduzir. Afinal, foi literalmente uma vitória da atitude. Envolto em uma enorme polêmica desde o desumano calvário sofrido pelo Rubro-Negro em Potosí em 2007 os dirigentes do clube da Gávea travam um duelo contra jogos em cidades acima de 2.400 metros. Todo alvoroço provocado pelo Flamengo junto a FIFA que é favorável a argumentação do clube brasileiro, não sensibilizou a Comenbol que manteve os jogos da Libertadores em cidades foras das normas de orientação da FIFA.

O problema é que o Flamengo passou a ser encarado como o grande vilão da democracia do futebol, pelos povos que vivem nestas cidades e a hostilidade aos jogadores e comissão técnica passou a ser a principal preocupação dos dirigentes do clube, durante a passagem da equipe pelo vale sagrado dos Incas. Nunca antes se falou tanto em altidude na Gávea. Se os efeitos do ar rarefeito fisicamente causam enorme fadiga, tonteira e dores de cabeça, o efeito psicológico poderia afetar ainda mais os jogadores em torno de tanto estardalhaço. Um drama estava anunciado e desenhado. O Flamengo parecia que subiria o morro de Cuzco certo de sua sentença, tamanha resistência dos rubros-negros e consequente motivação do time local. Um empate deixaria o Flamengo na briga, porém uma derrota complicaria muito a vida do clube carioca e uma vitória asseguraria sua vaga. Mas naquela altura, literalmente, quem pensaria em vitória? Eles pensaram!

Quando a bola de fato rolou e as questões políticas foram deixadas de lado, o Flamengo não tomou conhecimento do Cienciano e bateu o adversário por 3 a 0 com gols de Renato Augusto, Toró e Juan todos no segundo tempo em uma nítida percepção que os jogadores usaram bem o fôlego poupado na primeira etapa, quando o goleiro Bruno salvou o Flamengo em pelo menos duas oportunidades. Ao término da partida o Flamengo, tido na cidade como "o time que tem medo da altitude" mostrou que com atitude, garra e alguns sprays de oxigênio este time ainda pode ir muito longe nesta edição da Copa Libertadores da América.
E você? Comente sua opinião sobre a liberação de jogos nas cidades acima de 2.400 m do nível do mar. A medida seria aceitar um "doping natural" ou seguir a regra da democratização do esporte? Pronuncie-se!

Nenhum comentário: