
O Maracanã ficou lotado, a torcida cantou e incentivou o time o tempo todo e o Flamengo venceu o Defensor do Uruguai. Mas nada disso foi suficiente para o rubro-negro carioca seguir na Libertadores da América, pois o placar de 2 a 0 não bastou para compensar o revés de 3 a 0 sofrido em Montevidéu.
Precisando do resultado o campeão carioca começou pressionado o time uruguaio que abusava da catimba e muito retrancado conseguiu segurar o jogo até os 35 minutos, quando o goleiro uruguaio não conseguiu segurar a bomba de Renato que cobrou falta da intermediária, abrindo o placar. O gol deu novo ânimo ao Flamengo foi mesmo o único do primeiro tempo. Logo no início da segunda etapa aconteceu o que todo flamenguista sonhava, Renato soltou nova bomba de fora da área e ampliou o marcador. Faltava apenas 1 gol e cerca de 40 minutos para o Fla cumprir a parte mais difícil da tarefa e tirar a vantagem do Defensor. Mas ao invés da pressão pra cima dos uruguaios aumentar, ela diminuiu, talvez pelo nervosismo dos jogadores brasileiros. Num ato de desespero, Ney Franco sacou seus dois homens de marcação no meio-de-campo Claiton e Paulinho, para pôr o jovem Paulo Sérgio e Léo Lima em seus respectivos lugares.
Porém com os espaços deixados o Defensor se animou e passou a arriscar alguns ataques, fazendo brilhar novamente a estrela do goleiro Bruno que fez grandes defesas. O relógio correu, os uruguaios caíam a cada lance, o árbitro argentino Héctor Baldassi foi conivente com a cera dos hermanos e deixou de marcar dois pênaltis reclamados pelo Flamengo. Fatores que aliados impediram o time Gávea de realizar o último ato de sua missão e o sonho do bi da Libertadores foi adiado.
O fim de jogo foi emocionante. Mesmo com a eliminação a torcida reconheceu o esforço da equipe que lutou com muita garra os 90 minutos e aplaudiu seus jogadores, cantando o hino do clube. Alguns atletas foram às lágrimas lamentando o pecado da goleada sofrida no Uruguai, tão grande que nem mesmo a vitória heróica no Maracanã, serviu como penitência. A classificação pode não ter vindo, mas fica a lição e mais do que tudo a prova de amor recíproco entre a torcida e o rime do Flamengo.


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